A sessão plenária do parlamento angolano, marcada para esta quinta-feira, em Luanda, atrasou-se devido a um protesto de deputados de três partidos da oposição, tendo alguns órgãos da imprensa estrangeira sido proibidos de entrar na sala.

O protesto foi encenado pelos deputados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, 32 assentos), da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE, oito lugares), e do Partido da Renovação Social (PRS, três parlamentares).

Os deputados envergam camisolas negras com a frase impressa, à frente: «Basta de mortes, respeitem a vida», disse à agência Lusa o deputado e porta-voz da UNITA, Alcides Sakala.

Na quarta-feira, uma marcha na capital angolana, foi interrompida pela polícia, percorrido apenas um quilómetro, a que se seguiu um impasse de hora e meia. As forças de segurança, que mobilizaram para o local cerca de 30 agentes da Polícia de Intervenção Rápida e dois carros com canhões de água, alegaram que não tinham autorização para deixar passar uma marcha apeada.

O funeral de Manuel Hilberto Ganga, única vítima mortal dos protestos antigovernamentais de sábado, realizou-se na quarta-feira.