A chanceler alemã Angela Merkel afirmou esta sexta-feira que, por motivos que não entende, os países do leste europeu se sentem por vezes “maltratados” com a crise dos refugiados e não compreende porque reagem “de forma tão dura”.

“Pela primeira vez discutimos seriamente sobre esta questão, de que não se trata de 1.000 milhões ou 2.000 milhões, mas sim de princípios básicos”, assinalou Merkel na conferência de imprensa posterior à cimeira europeia, quando questionada se detetou hoje uma Europa solidária com a crise dos refugiados.

No entanto, sublinhou que esta questão vai exigir “muito mais conversações para que todos entendam este princípio”.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk,  anunciou esta quinta-feira à noite que a União Europeia chegou a acordo com a Turquia sobre um plano de ação comum para as migrações, o que considerou um "passo decisivo".

A Turquia é, de resto, o principal ponto de partida para os mais de 600 mil refugiados que entraram na Europa em 2015, a maioria efetuando curtas mas perigosas travessias no Mediterrâneo oriental em direção às ilhas gregas em fuga das guerras no Médio Oriente e norte de África.