As negociações para formar um novo Governo de coligação na Alemanha, entre os conservadores da chanceler Angela Merkel e os social-democratas decorriam esta quarta-feira de manhã, após uma noite de discussões para resolver quatro meses de impasse.

As conversações em curso, com a participação da chanceler alemã e do líder do SPD, Martin Schulz, começaram na terça-feira, que se previa ser o último dia de um processo iniciado no princípio de janeiro.

Os responsáveis políticos devem alcançar um acordo para governar em conjunto e retirar a Alemanha da confusão política que a privou de Governo desde as legislativas de setembro, eleições que deixaram o país sem uma maioria evidente.

Em caso de fracasso das negociações, Merkel deverá resolver-se a formar um instável executivo minoritário ou aceitar a realização de um novo escrutínio de alto risco, que poderá beneficiar sobretudo a extrema-direita.

Mas os social-democratas estão muito divididos quanto à oportunidade de se aliarem novamente a Merkel, e Martin Schulz deverá obter concessões visíveis, sob pena de ver a base do partido rejeitar, no final, o compromisso.

O SPD exige, em particular, que sejam incluídos no programa de Governo uma reforma do sistema de saúde e um enquadramento dos contratos de trabalho a termo certo.

Em caso de acordo com os conservadores da CDU, os 440.000 militantes do partido terão a última palavra, numa votação interna que poderá realizar-se no início de março.