A chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu, esta quarta-feira, a possibilidade de sanções europeias à Venezuela, depois de receber em Berlim o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, único órgão do Estado controlado pela oposição a Nicolas Maduro.

A chanceler assegurou ao povo venezuelano e a todas as forças democráticas apoio na procura de uma solução pacífica e construtiva do conflito. Para tal, não descartou possíveis sanções da União Europeia”, lê-se num comunicado do Governo alemão divulgado após a reunião.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, a atual situação política da Venezuela, a “situação preocupante dos direitos humanos” e o agravamento das condições económicas no país foram o foco das conversações.

Merkel prometeu apoiar “o povo venezuelano e todas as forças democráticas”. A chanceler instou o governo de Nicolás Maduro a reabrir as negociações com a oposição e a cumprir o prometido “diálogo nacional” na Venezuela.

Angela Merkel recebeu em Berlim Julio Borges e Fredy Guevara, respetivamente presidente e vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, que realizam uma digressão europeia que já os levou a Paris, na segunda-feira, e Madrid, na terça, e prossegue na quinta-feira em Londres.