À medida que vão sendo descobertos novos dados sobre o homem que fez despenhar o Airbus nos Alpes franceses, mais se percebe a gravidade dos seus distúrbios psicológicos.
 
Uma investigação do jornal francês «Le Parisien» descobriu que Andrea Lubitz tinha sido medicado em 2010 com umas injeções de «olanzepina» que vão além de um antidepressivo.
 
As injeções que Lubitz tomou há cinco anos servem para casos muito graves, de psicose, o que, segundo um médico comentou na CNN, é revelador dos problemas de longa data de que Lubitz sofria. Na altura, os médicos aconselharam-no a fazer mais deportos para combater os efeitos da medicação.
 
O facto de ter conseguido o brevet de piloto e a sua revalidação não são de estranhar, pois, os exames feitos pela companhia apenas testam o lado físico e não o psicológico.
 
As buscas a casa do copiloto, em Dusseldorf, na Alemanha, deram a conhecer a baixa médica que Lubitz não entregou e as autoridades encontraram vários medicamentos antidepressivos.
 
Os antidepressivos podem provocar sintomas de vária ordem num paciente, que vão do aumento de peso às tendências suicidas, especialmente naqueles que sofram de esquizofrenia ou bipolaridade.

Aliás, muitos dos antidepressivos alertam para os cuidados a ter quem manuseia máquinas. Não excluída fica também a hipótese do problema de visão de Andreas Lubitz ser psicótico.
 
Estes problemas podem também provocar alucinações. Segundo o «The New York Times», dois funcionários com conhecimento da investigação, informaram que Lubitz procurou tratamento para problemas de visão que podiam colocar a sua carreira em risco.
 
Quanto mais se sabe, menos se percebe como Andreas Lubitz estava aos comandos daquele avião. A própria namorada confessou ter medo.