A Amnistia Internacional pediu esta quarta-feira que a Europa mude drasticamente a forma como está a lidar com a crise de refugiados, criticando a resposta dos líderes dos países, que considera “fragmentada e incoerente”.

A organização de defesa dos direitos humanos lançou um plano de cinco pontos para ajudar atenuar o impacto da crise, no dia em que se espera que a Comissão Europeia anuncie uma proposta de quotas obrigatórias para os países da União Europeia.

“O grau de sofrimento que enfrentam os refugiados que fogem à violência e às violações dos direitos humanos chegou a um nível nunca visto da Europa desde a II Guerra Mundial”, disse John Dalhuisen, diretor da Amnistia Internacional para a Europa e Ásia Central.


O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vai propor esta quarta-feira, num discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a distribuição pela União Europeia de mais 120 mil refugiados que estão na Itália, Grécia e Hungria.

Segundo o esboço do plano de redistribuição de refugiados elaborado pela Comissão Europeia a que a Lusa teve acesso, prevê-se uma repartição de 15.600 refugiados chegados a Itália, 50.400 à Grécia e 54.000 à Hungria, num total de 120 mil.

De acordo com os métodos de cálculo sugeridos por Bruxelas - que têm em conta a população, o Produto Interno Bruto e o desemprego - Portugal deverá acolher 400 refugiados que chegaram a Itália, 1.291 à Grécia e 1.383 à Hungria, num total de 3.074.