Se o mundo fosse uma balança, ela estaria, sem dúvida desequilibrada, com um prato muito mais pesado do que o outro. Distribuindo os refugiados que há no mundo pelos países, mais de metade destes recebem abrigo em apenas dez países.

A Aministia Internacional critica esta realidade:

“Um pequeno número de países tem sido incumbido de fazer muito, apenas porque são países vizinhos dos países em crise”, referiu o General Salil Shetty, da Amnistia Internacional, citado pela AFP.

Com efeito, há países que dão origem a um fluxo elevado de refugiados, tais como a Síria, o Sudão do Sul, o Iraque e o Afeganistão. De acordo com o relatório apresentado pela ONG esta terça-feira, 56% dos refugiados recebem abrigo na Jordânia, Turquia, Paquistão, Líbano, Irão, Etiópia, Quénia, Uganda, República Democrática do Congo e Chade. Os mais sacrificados são a Jordânia e a Turquia, muito por “culpa” da guerra na Síria.

 

Distribuição de refugiados pelo mundo. Fonte: AI

Para a Amnistia, estes dados, baseados nas estimativas da ONU, devem servir para uma reflexão:

“É tempo dos líderes mundiais iniciarem um diálogo sério e construtivo sobre a maneira das sociedades ajudarem aqueles que são obrigados a deixar as suas casas por causa da guerra”.

Uma discussão que merece um papel muito mais interventivo por parte dos países ricos: “Não é só uma questão de mandar dinheiro”, disse General Salil Shetty.