A Amnistia Internacional (AI) denunciou esta quinta-feira as “torturas, condições desumanas e mortes” que ocorrem sistematicamente nas prisões da Síria e instou a comunidade internacional a mediar para resolver “abusos” equiparáveis a “crimes contra a humanidade”.

No relatório "It breaks the human: Torture, disease and death in Syria's prisons" ("Quebra a barreira da humanidade: tortura, doença e morte nas prisões da Síria"), a Amnistia estima que 17.723 pessoas morreram sob custódia nesse país desde o início da crise, em março de 2011. São mais de 300 mortes todos os meses.

A organização cita os testemunhos de 65 sobreviventes de torturas, 54 homens e 11 mulheres, que foram entrevistados entre dezembro de 2015 e maio de 2016. 

Os sobreviventes descreveram casos de “abusos chocantes” e “condições desumanas” sofridas nos centros de segurança sírios, operados pelos serviços secretos do governo desse país, assim como na Prisão Militar de Saydnaya, nos arredores de Damasco.

Há muito que a Amnistia e outras organizações de direitos humanos vêm denunciado casos de tortura nas prisões estatais da Síria. Os relatos dos abusos das autoridades existem desde o regime de Hafez al-Assad, pai do atual chefe de Estado sírio, Bashar al-Assad