A Amnistia Internacional (AI) exigiu esta terça-feira que os crimes cometidos pelos líderes africanos não fiquem impunes depois da União Africana (UA) ter proposto outorgar imunidade aos chefes de Estado e governantes julgados por crimes de guerra, genocídio e contra a Humanidade.

«É vital que os responsáveis destas atrocidades enfrentem a justiça, independentemente das suas posições oficiais. A adoção desta emenda é um passo atrás na batalha pela responsabilidade e direitos humanos no continente», afirmou, em comunicado, o diretor da AI para África, Netsanet Belay.

Com a proposta, que terá de ser aprovada a 27 de junho, «coloca-se em dúvida o compromisso da União Africana em garantir justiça para as vítimas dos delitos graves conforme do Direito Internacional», advertiu o mesmo diretor.