Richard Rojas, de 26 anos, era o condutor do veículo que abalroou dezenas de pessoas numa das zonas mais movimentadas de Nova Iorque. Fez parte da marinha norte-americana durante três anos, foi dispensado por problemas disciplinares e esta quinta-feira justificou os crimes que cometeu com o facto de "ouvir vozes".

Depois de ser despedido, e voltar a Nova Iorque para viver com a mãe, começou a apresentar pensamentos conspiratórios contra o Governo. A polícia acredita que Rojas é viciado em K2, droga sintética, que provoca alucinações, comportamentos violentos e pensamentos suicidas. Segundo fontes próximas do jovem, voltou da marinha com problemas de embriaguez e ultimamente publicava “coisas demoníacas” nas redes sociais.

Esta não é primeira vez que é apanhado a conduzir bêbedo ou sob efeito de droga. O mesmo aconteceu em 2015 e 2008 onde acabou inclusivamente por ser preso. Já no início deste mês, Roja foi detido por ameaçar um homem com uma faca, depois de o acusar de estar a roubar a identidade, e por se declarar culpado num caso de assédio.

O cadastro de Rojas conta também com detenções por ataque a um taxista, e ameaça a um polícia. Passou ainda dois meses numa prisão militar por razões desconhecidas.

O taxista, que teve de ser hospitalizado, afirmou que o jovem não quis pagar o preço da viagem e atacou-o.

Rojas é um bom rapaz, segundo amigos próximo que vêm a atitude do jovem como algo fora do normal. "Ele é trabalhador, um homem de família. Um verdadeiro amigo", confessou Medrano, amigo do jovem.

"Ele passou por uma altura difícil, não falem dele como um terrorista. Ele serviu o país e quando voltou, ninguém o ajudou”, afirmou Medrano.

Outra pessoa que conhecia bem Rojas diz que ele se juntou ao exército por amar servir o país mas que não voltou de lá o mesmo. 

Rojas foi detido depois de ter atropelado dezenas de pessoas e a única explicação que deu à polícia foi o facto de ter ouvido vozes a pedir-lhe para magoar pessoas. De acordo com os testes feitos no local, este estava sob efeitos de droga e não acusou álcool no sangue.

Informações da agência Reuters afirmam que Rojas terá dito à polícia, quando foi preso no local, que deveriam matá-lo por o atropelamento ter sido intencional.

Um empregado do Planet Hollywood contou à Associated Press que Rojas começou a gritar, sem se entender precisamente o que, e abanar os braços.

Rojas foi acusado de homicídio em segundo grau, homicídio agravado com veículo e múltiplas tentativas de homicídio.

 

 

Recorde-se que um veículo ligeiro a alta velocidade, e em contramão, atropelou várias pessoas num passeio em Times Square, Nova Iorque, depois de percorreu três quarteirões e colidir com um poste. O acidente provocou um morto e 22 feridos. A vitima mortal já foi identificada e era uma rapariga de 18 anos.