O governo mexicano rejeitou na sexta-feira o “uso do medo ou da ameaça” para fazer pressão sobre as decisões de investimento das empresas, numa crítica implícita às declarações protecionistas do Presidente eleito norte-americano, Donald Trump.

Num breve comunicado que não menciona o nome do futuro Presidente dos Estados Unidos, a secretaria mexicana da Economia reitera o seu “compromisso para com as empresas mundiais” e a sua vontade em “garantir a segurança” dos projetos de investimento no México.

O México “rejeita categoricamente qualquer tentativa de influenciar as decisões de investimento das empresas ao fazer uso do medo e da ameaça”, refere o comunicado.

México não vai pagar “voluntariamente" muro fronteiriço

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse numa entrevista, na sexta-feira, que o México não vai pagar “voluntariamente” pelo muro que o presidente eleito Donald Trump quer construir na fronteira sul do país.

“Voluntariamente não vão pagar por algo com o qual não concordam. Disse voluntariamente. Vamos ver que outras opções vão ser tomadas”, disse o chefe da diplomacia norte-americana numa entrevista à ABC.

John Kerry, no entanto, sugeriu que Trump pode simular que o México está a pagar o muro sem o fazer: "Suponho que podes fazer algo e fingir que são eles que o estão a fazer”.