Nadejda Tolokonnikova, uma das integrantes do grupo feminista ¿punk¿ russo Pussy Riot detida desde agosto de 2012, iniciou hoje uma greve de fome para denunciar alegadas ameaças de morte e as condições desumanas que enfrenta na prisão.

Numa carta divulgada pelo advogado, a jovem de 23 anos relatou as condições de vida em vigor no campo de detenção para mulheres número 14 na região da Mordóvia, a cerca de 600 quilómetros a este de Moscovo, onde está a cumprir uma pena de prisão de dois anos.

De acordo com o testemunho de Nadejda Tolokonnikova, as detidas são sistematicamente humilhadas e reduzidas ao estado de «escravas», forçadas a trabalhar 16 ou 17 horas por dia e privadas de sono. A jovem indicou ainda que as condições de higiene das detidas são precárias, como conta a Lusa.