O Governo norte-americano de Barack Obama defendeu hoje, pela primeira vez, perante o Supremo Tribunal, a sua política contra as alterações climáticas e que alguns estados e grupos industriais querem invalidar parcialmente.

«É um problema ambiental urgente e irá apenas agravar-se com o tempo... (Cada dia) criamos uma nova ameaça para as gerações vindouras», defendeu Donald Verrilli, o advogado do Governo Obama, praticamente apoiado abertamente pelos quatro juízes progressistas do tribunal durante a audiência.

Alguns grupos industriais e estados republicanos, como o Texas e o Michigan, apelaram à mais alta jurisdição do país para invalidar as regras da Agência Federal do Ambiente (EPA) que impõe limites às emissões de gases com estufa, nomeadamente dióxido de carbono, das indústrias mais poluentes.

O campo dos regulamentos postos em causa é relativamente limitado: abrange apenas centrais elétricas a carvão, refinarias, siderurgias ou indústrias químicas emissoras de gases com efeito de estufa.

Por isso é pouco provável que uma derrota da EPA signifique o fim dos esforços ambientais da administração Obama.

O Supremo Tribunal recusou em outubro analisar os recursos que punham em causa a própria competência da EPA para lutar contra as alterações climáticas.