O Governo australiano anunciou um plano para reduzir a população de gatos vadios em cerca de 2 mil milhões de elementos. A intenção é preservar dezenas de espécies nativas, que são vítimas do instinto predatório dos gatos e que estão em risco de extinção.
 
O ministro do Ambiente revelou o plano, na última quinta-feira, no Zoológico de Melbourne. A promessa é proteger mamíferos e aves nativas australianas.
 
Todos os estados australianos concordaram em classificar os gatos selvagens como “praga”. A maior parte do orçamento destinado ao programa vai ser canalizado para o abate de animais. Agora, o Governo está empenhado em campanhas para mostrar à opinião pública que o programa será levado a cabo de forma “humana e eficaz”.
 

“Até 2020, quero ver dois milhões de gatos selvagens abatidos, cinco novas ilhas e dez territórios continentais declarados como livres de gatos selvagens”, disse Greg Hunt.

 
Numa entrevista a uma estação de rádio nacional, citada pelo jornal britânico “The Independent”, Gregory Andrews, comissário nacional para as espécies ameaçadas, adiantou que o ministro do Ambiente, Greg Hunt “declarou guerra aos gatos vadios e pediu-me para ficar encarregue deste programa”.
 
Os gatos foram introduzidos no território australiano pelos colonizadores europeus. Rapidamente se espalharam por todo o território australiano e pela Nova Zelândia. Estima-se que 20 milhões de gatos matem 75 milhões de animais de espécies nativas todos os dias.
 
A Austrália tem um dos maiores recordes de extinções em todo o mundo. Já perdeu quase 30 espécies desde que os europeus chegaram ao território. Atualmente, tem 1800 espécies em perigo.