Várias organizações ecologistas convocaram esta sexta-feira uma grande manifestação para sábado, em Paris, apesar da proibição das autoridades francesas por motivos de segurança, depois dos atentados que causaram 130 mortos nesta cidade.

As entidades a convocar a iniciativa, como a 350.org, Attac, Confédération Paysanne (confederação do campo), Réseau Sortir du Nucléaire (rede sair do nuclear) e Climate Games, informaram a polícia e esperam "pelo menos oito mil pessoas", disse um porta-voz.

A realizar-se, este será o primeiro grande protesto ecologista em Paris, relacionado com a conferência das Nações Unidas para o clima, que deverá terminar no sábado, com um acordo para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa contra as alterações climáticas, entre 195 países mais a União Europeia.

A marcha convocada para o dia antes do início da conferência (COP21), ou seja 29 de novembro, foi cancelada com base nas regras de segurança que vigoram em Paris desde os atentados de 13 de novembro.

A substituir aquela marcha, os seus organizadores apelaram a quem pretendia participar para que enviasse um par de sapatos que ficaria na praça La République "em representação" dos seus donos.

No entanto, alguns grupos insistiram na manifestação e foram dispersados pela polícia, que deteve 289 pessoas.

Os manifestantes pretendem reunir-se cerca das 10:00 (em Lisboa) no Arco do Triunfo e uma hora depois começar pela avenida de la Grande Armée, oposta aos Champs Élysées.

Cerca das 11:30, meia hora antes de terminar, os manifestantes vão fazer dois minutos de silêncio pelas "vítimas de crimes do clima", e lançarão flores para o ar, segundo a descrição dos organizadores, em comunicado citado pela EFE e que a Lusa faz referência.