Uma ativista norte-americana, que se encontrava na África do Sul para promover uma campanha contra a violação, alega ser mais uma vítima da violência sexual, depois de ter sido violada por um homem na casa de banho de um hostel.

Amber Amour, 27 anos, natural de Nova Iorque, nos Estados Unidos, não escondeu o que lhe aconteceu e, imediatamente depois da violação, começou a publicar fotos e relatos na rede social Instagram, a contar o que teria acontecido.

Na primeira imagem postada, com lágrimas na cara e sentada no chão da casa de banho, Amber explicou que aceitou dividir o chuveiro com um homem por causa da água quente. Mas que não permitiu que algo mais acontecesse, mesmo que a partilha de um chuveiro pareça pouco convencional para os demais.

"Depois de dois dias doente, eu só queria tomar um banho quente. Assim que entrei na casa de banho, ele forçou-me a ficar de joelhos. Eu disse 'pare!', mas ele só ficou mais violento", contou.

"Não importa o que uma pessoa faça, isto não é um convite à violação", escreveu Amber, que também divulgou uma foto do atendimento no hospital.

 
 

My view of the rape kit. Thank you all for being so loving & supportive during this time. Your messages pushed me to take action and to stand up for myself and for all rape survivors. For those who wish to BLAME ME or any other survivor out there, I want you to know that you are the very reason that I am so brutally honest. I could have hidden details. I could have kept some info to myself, but NO. You need to know the truth and to see the reality of the situation. No matter what a person does, it is not an invitation for rape. It doesn't matter if I kissed him. It doesn't matter if he was drunk. It doesn't matter if I said yes to a shower. I never said he could get violent with me. I never said he could make me bleed. I never said he could rape me. But still, that's how the scene went down. I don't need to explain myself but if you're wondering WHY I took a shower with him, it was written in the text, I'd been sick with food poisoning for 2 days and needed to sweat it out. My current place of residence has only cold water (third world problems are real!) and it seemed like a miracle to be offered a hot shower. That's not what he was there for though, because as soon as he got a chance, he threw me to the ground and had his way. Dealing with rape is hard enough but the aftermath is often even more traumatic but I did this for you and I did this for me. The US Embassy and the South African police are super supportive and he may be arrested as soon as this week. Thank you for the love. And for the victim blamers, I send love, peace, and enlightenment to you so that you may be a beacon of light for us, too. #StopRapeEducate #AmberAmour #AmberTheActivist #SouthAfrica #humanitarian #healing #education #africa #survivor #sexualassault #recovery #victimblaming #overcome #rapeculture #staystrong

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A cada 26 segundos, uma mulher ou criança são violadas na África do Sul, segundo dados das Nações Unidas.

De acordo com a investigação da ONU, que prevê publicar em junho algumas recomendações, a violência sexual contra as mulheres é "um fenómeno socialmente aceite" naquele país africano.