A mulher de Amarildo de Souza, o ajudante de pedreiro desaparecido há quase um ano, depois de ter sido levado para interrogatório pela polícia, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, Brasil, está também desaparecida há já dez dias, avança o jornal «O Globo».

 

Familiares admitem que a Elizabeth começou a «beber e a consumir drogas» e nos últimos meses apresentava sinais de depressão. Elizabeth foi vista pela última vez no dia 30 de junho, quando saiu de casa e não regressou.

 

Amarildo desapareceu em julho de 2013, depois de ter sido presente para averiguação na sede da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha. No total, 25 polícias foram acusados pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de «quadrilha». Entre esses, 12 estão presos e 13 respondem processo em liberdade.

 

Por estes motivos, a família não reportou o desaparecimento da viúva de Amarildo à polícia, pois julga ser uma «família marcada» e prefere «não arriscar».

 

Após a divulgação do caso pela imprensa, a Polícia Civil iniciou as buscas, mesmo sem o registo formal do desaparecimento.

Gabriel Ferrando, detetiva no departamento policial da Rocinha afirma que «tivemos conhecimento do desaparecimento através da imprensa e começamos a fazer diligências assim que soubemos. Entramos em contacto com a família que nos informou que ela saiu de casa por livre e espontânea vontade, após discutir com um dos filhos», destacando que irá chamar a família para depor.