Dentro de uma década prevê-se que a região de Kivalina, no Alasca, desapareça debaixo de água. Cerca de quatrocentos indígenas dependentes da caça e pesca habitam a região.

O mar tem contribuído para a sobrevivência deste povo durante décadas, mas durante os últimos vinte anos, o degelo do Ártico tem deixado estas pessoas vulneráveis à erosão costeira. O gelo já não tem espessura suficiente e a rigidez do outono e do inverno ameaça cada vez mais Kivalina, refere a BBC.

Uma tempestade agressiva em 2011 obrigou à evacuação dos habitantes. Hoje, os cientistas preveem que a região se torne inabitável em 2025.

O líder do conselho, Colleen Swan, diz que as tribos indígenas do Alasca estão a pagar pelas atitudes que não cometeram. «Se ainda cá estivermos daqui a dez anos, ou esperamos pelas cheias e morremos, ou simplesmente temos que sair daqui e ir para outro lado», referiu.

O gelo do mar começou a derreter e a partir-se por volta de março. Depois voltou a gelar mas era tão fino e instável que os caçadores de baleias e focas estavam incapazes de usar os barcos para caçar, assinala a BBC.

Pela primeira vez em décadas, nenhuma baleia foi caçada na região de Barrow, em Kivalina. Um dos mais experientes pescadores da cidade, Herman Ahsoak, afirmou que o gelo costumava ter três metros de espessura e agora tem pouco mais de um metro.

«Temos que nos adaptar ao que aí vem se quisermos continuar a comer e a sobreviver do mar, mas não termos caçado nenhuma baleia significa ter um inverno muito difícil», disse o capitão.

Dentro de uma geração, o Ártico pode não ter gelo no verão.