Isto mesmo foi reconhecido pela companhia aérea alemã, num comunicado emitido esta terça-feira, no qual revela que enviou para o procurador de Dusseldorf os emails que comprovam esta informação.

 

«Nessa correspondência, Andreas Lubitz informou a Escola de Voo, em 2009, nos documentos médicos que ele apresentou para regressar à formação de voo, sobre um "episódio anterior de depressão grave"».

O copolito tinha interrompido o seu curso por vários meses nessa altura, mas recebeu o certificado médico «que confirmava a sua aptidão para voar».

 

A Lufthansa garante que está empenhada num «esclarecimento rápido e sem obstáculos», pelo que, «após diversas investigações internas», reuniu os «documentos da formação e os registos médicos» de Andreas Lubitz.

Também esta terça-feira, uma investigação do jornal francês «Le Parisien» descobriu que Andrea Lubitz tinha sido medicado em 2010 com umas injeções de «olanzepina» que vão além de um antidepressivo.

 

As injeções que Lubitz terá tomado há cinco anos servem para casos muito graves de psicose, o que, segundo um médico comentou na CNN, é revelador dos problemas de longa data de que o copiloto sofria. Na altura, os médicos aconselharam-no a fazer mais desportos para combater os efeitos da medicação.