Bill Marler não é especialista em produtos alimentares, mas é um dos mais proeminentes advogados norte-americanos no que toca a ganhar casos em tribunal por intoxicação alimentar.

O advogado que fez da sua prática em advocacia um ensinamento para a vida, resolveu partilhar no Food Poison Journal a lista de produtos que ele não consome no seu dia a dia. Afinal, todos os anos, 48 milhões de americanos sofrem intoxicações alimentares. Alimentos que também fazem parte da mesa dos portugueses. 



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Leite não pasteurizado 
O leite não pasteurizado pode estar contaminado com bactérias, vírus e parasitas. Nos Estados Unidos, um país que consome poucos produtos destes, registaram-se 148 processos numa década. Um número que o advogado considera relevante. O mesmo se passa com sumo que é comercializado sem ser pasteurizado. Em 1996, uma marca de sumo foi abalada quando a bactéria E.Coli foi detetada no sumo. Colocados os pratos na balança, Bill Marler refere que “não vale a pena arriscar” e consumir produtos não pasteurizados.

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Rebentos
Os rebentos mal cozinhados ou crus são responsáveis pela transmissão de mais de 30 bactérias diferentes. As mais comuns são a salmonela e a E. Coli. “São alimentos que eu não como mesmo”, porque “tem havido muitos casos”.

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Ovos
O mesmo acontece com os ovos mal passados, propensos a infetar os consumidores com salmonelas, tendo-se registado surtos nos anos 80, 90 e em 2010. “Penso que o risco de contágio por salmonela é hoje muito menor do que há 20 anos, mas continuo a comer os meus ovos bem cozidos”, diz Bill Marler.

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Carne mal passada
A carne também pode estar contaminada com E. Coli e salmonela. Se for cozinhada a altas temperaturas, o risco de infeção é reduzido. Bill Marler alerta que “qualquer bactéria que esteja no exterior da carne, pode crescer no seu interior”.

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Vegetais pré-lavados
Vegetais e frutas cortados e pré-lavados são muito práticos, mas, este advogado pede-lhe que resista à tentação porque, quanto mais manuseados e processados os alimentos são, mais hipóteses têm de estar contaminados. Por isso, Bill Marler compra a fruta inteira e os vegetais não lavados. E em poucas quantidades. Mais do que três ou quatro dias no frigorífico, os alimentos podem desenvolver a listeria, a bactéria do frigorífico.

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Ostras
Por mais apetitosas que pareçam, Bill Marler pensa que pode haver uma bactéria na água, que passa para o marisco, que passa para si” e assim começam os problemas. O advogado diz que já "tomou conhecimento de mais casos nos últimos cinco anos do que em 20".