Na Grécia há um novo escândalo que está a irritar os gregos. A mãe da ex-vice-ministra das Finanças, Aliki Valavani,  admitiu ter levantado 200 mil euros do banco, por temer perder as suas poupanças, antes de ter sido imposto o controlo de capitais no país. 

A confissão foi feita pela mãe de Nadia Valavani numa entrevista exclusiva ao jornal Proto Thema. A mulher, de 85 anos, disse ter levado para casa as poupanças de uma vida que tinha medo de perder.

Também a ex-ministra reagiu às notícias, numa carta enviada ao jornal, afirmando ter sido obrigada a falar "sobre assuntos de que ninguém deve falar: as finanças de uma terceira pessoa".
 

"Sou forçada a isso face aos últimos dias de manchas que se transformaram num tsunami no fim-de-semana", escreveu Valavani.


Acusando a comunicação social por a atacar por algo de que ela não poderia ser culpada, a ex-ministra acabou ainda por justificar que a mãe "sempre administrou as suas finanças" e que nunca teve "qualquer envolvimento nisso".

"Não participo nem participei em nenhuma transferência bancária. Nunca tive qualquer comunicação com um bancário a respeito disso. Nós - eu e a minha irmã - não somos co-signatárias de nenhuma das suas contas bancárias", explica, antes de confirmar o levantamento do dinheiro por parte da mãe.

 

A verdade é: a minha mãe quebrou o seu depósito de 100 mil euros na quinta-feira, 18 de junho (…) quando estávamos a escrever as 46 páginas de propostas para os credores (…). No dia anterior, o gestor de conta da minha mãe informou o gerente do banco que uma cliente queria 50 a 100 mil euros para o dia seguinte. O gerente disse que no dia seguinte haveria crédito. Na quinta-feira, a minha mãe foi ao banco com o gestor de conta e recebeu o dinheiro em 10-15 minutos sem problemas - na presença do gestor de conta, que a acompanhou depois até casa. Não houve referência de “a sua filha, a ministra”.


A denúncia do levantamento havia sido feita por um deputado do Partido Nova Democracia, no início da semana passada. A ex-governante negou na altura a acusação e disse que a demissão do executivo nada tinha a ver com este caso, mas por discordar com o acordo alcançado com os credores. Na carta enviada ao jornal, voltou a afirmar: "Demiti-me por razões políticas".