A ala radical do Syriza, a Plataforma de Esquerda, anunciou hoje que vai apresentar a sua própria lista às eleições antecipadas, um dia após demissão do primeiro-ministro, Alexis Tsipras.
 

“A Plataforma de Esquerda vai contribuir para a formação de uma frente ampla, progressista, democrática e antimemorando, que participará nas eleições para impor o cancelamento dos memorandos [com os credores]”, afirmou em comunicado.


Esta corrente, que defende o regresso do dracma como moeda nacional e critica duramente as negociações de Tsipras com os credores, devido à sua oposição aos novos ajustes, representa menos de 30% dos membros do Syriza, a coligação liderada pelo primeiro-ministro demissionário.

Esta ala dissidente vai passar a chamar-se Unidade Popular e formará o seu próprio grupo parlamentar com 25 dos atuais deputados.
 

Líder dos conservadores com mandato do Presidente para formar Governo


Entretanto, o presidente do partido conservador grego Nova Democracia, Vangelis Meimarakis, recebeu já hoje o mandato para formar Governo do Presidente da República, Prokopis Pavlópulos, depois de o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, ter anunciado a demissão.

Meimarakis recebeu um e-mail, depois da meia-noite de quinta-feira, em que Pavlópulos o encarregava da formação de um executivo, já que Tsipras renunciou também ao cargo de líder do Syriza, a primeira força parlamentar.

O político conservador respondeu à mensagem assegurando que fará uso desse mandato exploratório (com um máximo de três dias) para criar um Governo e disse que se deslocaria hoje ao palácio para se reunir com o Presidente.
 

Dirigente do Podemos receia que o mesmo possa acontecer no seu partido


A líder do Podemos da Andaluzia, Teresa Rodríguez, admitiu hoje que o seu partido pode vir a passar pelo "mesmo tremer de pernas" que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.
 

"Estou aterrorizada com o tremer de pernas de Tsipras, depois de ter conseguido um 'não' claro da cidadania para desobedecer à troika. Tenho medo que isso nos aconteça a nós também", declarou Teresa Rodríguez numa intervenção na VI Universidade de Verão de Anticapitalistas, em Segóvia.


A intervenção da dirigente foi depois reproduzida num comunicado e noticiada hoje pela agência EFE.