vitória expressiva do "Não"

"Provámos que a democracia não pode ser alvo de chantagem. Não há soluções fáceis, mas há soluções justas, desde que haja vontade dos dois lados."

O primeiro-ministro reafirmou que o governo grego não pretende uma rutura com a Europa, mas antes uma Europa "solidária" e "democrática". Para Tsipras, este referendo não tem vencedores nem derrotados, mas a vitória do "Não" reforça a posição da Grécia na mesa de negociações.

"Este mandato não é de rutura com a Europa. queremos a Europa da solidariedade e da democracia."

Por isso, o chefe do executivo helénico afirmou que a Grécia quer voltar a negociar com os credores já amanhã, no sentido de "reestaurar a normalidade do sistema bancário e a economia".  E um dos pontos que deve estar no centro do debate é a reestruturação da dívida, agora à luz do relatório do FMI divulgado esta semana. Recorde-se que, segundo este documento, a Grécia vai precisar de 50 mil milhões de euros nos próximos três anos e de um alívio da dívida que é considerada "insustentável".

 

 

O primeiro-ministro disse ainda que pediu ao presidente grego que convoque uma reunião dos líderes de todos os partidos políticos para segunda-feira de manhã para “ouvir as suas ideias e contribuições”.

Agradeceu “a todos, independentemente de como votaram”, bem como “aos milhares de cidadãos europeus que mostraram o que é a solidariedade”.

“Hoje celebramos uma vitória da democracia e amanhã, juntos, vamos continuar o esforço nacional para sair desta crise com a crença no poder do povo.”

O ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, também já reagiu aos resultados, salientando que forma como o povo grego votou é uma resposta ao ultimato da Europa. O governante frisou ainda que a votação decorreu apesar dos bancos fechados.