Logo a seguir à tomada de posse, Alexis Tsipras, líder do partido radical de esquerda Syriza, que venceu as eleições legislativas no domingo, protagonizou o primeiro ato público como primeiro-ministro. E foi especialmente simbólico: Tsipras visitou um monumento que honra a resistência grega face aos nazis.
 
O monumento está no local onde as tropas alemãs executaram duzentos resistentes comunistas, em maio de 1944. Foram fuzilados por um batalhão de soldados nazis.
 
Entre as vítimas, estava o irmão de um destacado político grego,  Manolis Glezos, recentemente eleito para o Parlamento Europeu pelo Syriza.
 
A cerimónia foi acompanhada por centenas de pessoas que aplaudiram o gesto de Alexis Tsipras. Um gesto que não deixa de ser visto pleno de simbolismo e intencionalidade política.

Tsipras não perdeu tempo. Rapidamente formou governo e foi empossado para comandar os destinos da Grécia. Formou coligação com o partido de centro-direita e nacionalista Gregos Independentes. Em comum, têm apenas o facto de serem anti-austeridade. Até onde pode ir o Syriza, cujo programa o primeiro-ministro português, Passos Coelho, entende ser um «conto de crianças»?