Keiji Fukuda, diretor-adjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a segurança sanitária, admite que «não será fácil» controlar a epidemia do Ébola e que a erradicação do vírus pode significar «vários meses de trabalho feroz».

«O ritmo e a amplitude da aceleração do Ébola são algo nunca visto. É uma situação sem precedentes», disse o responsável numa conferência de imprensa citada pela agência Lusa. «Nunca tínhamos visto um surto de Ébola que atingisse as cidades e as zonas rurais tão rapidamente e com uma tão grande amplitude geográfica».

O diretor-adjunto da OMS garante que «a situraçao não vai ser invertida do dia para a noite» e que não será fácil. «Esperam-nos muitos meses de trabalho feroz para nos debatermos com a epidemia», disse.

A organização divulgou esta sexta-feira que o Ébola já vitimou 1427 pessoas até 20 de agosto. Destes, 624 morreram na Libéria, 406 na Guiné-Conacri, 392 na Serra Leao e cinco na Nigéria.