De relações suspensas com os Estados Unidos nas Nações Unidas, no que respeita à crise na Síria, Vladimir Putin não desarma. Em entrevista, esta quarta-feira à estação televisiva francesa TF1, refutou que os bombardeamentos russos na cidade síria de Alepo possam ser considrados crimes de guerra.

É retórica política que não faz muito sentido e não tem noção da realidade na Síria", sustentou Putin.

As declarações de Putin surgem no dia em que a Rússia anunciou o retomar de conversações com os Estados Unidos e outras potências regionais, no sábado, por causa da Síria.

Esta quarta-feira, de acordo com a BBC News, mais 15 pessoas terão morrido devido a ataques aéreos contra a cidade síria de Alepo, onde as forças do governo e da Rússia persistem em aniquilar as posições de grupos rebeldes, integrando radicais islâmicos.

Estou profundamente convencido que os nossos parceiros ocidentais, especialmente os Estados Unidos, são responsáveis pela situação na região em geral e na Síria em particular", acrescentou Putin, na entrevista à TF1.

Para o presidente russo, a postura dos países ocidentais, que não querem aceitar o poder do governo sírio do presidente Bashar al-Assad, está a fomentar o crescimento do radicalismo islâmico.