Mais de 60 civis morreram sexta-feira em bombardeamentos  no noroeste da Síria, particularmente na cidade de Alepo, anunciou o Observatório dos Direitos Humanos sírio.

O aumento da violência ocorreu horas antes do fim da trégua de 72 horas decretada pelo regime de Damasco por causa do fim do Ramadão, que terminou às 24:00 de sexta-feira (22:00 de sexta-feira em Lisboa).

Pelo menos 34 civis morreram e 200 pessoas ficaram feridas em bombardeamentos feitos contra a parte da cidade de Alepo controlada pelos rebeldes, indicou o diretor do Observatório dos Direitos Humanos sírio, Rami Abdel Rahmane.

A agência de comunicação estatal, SANA, estimou um número de vítimas inferior ao do Observatório, 23 mortos e 140 feridos, acusando os rebeldes de violar o cessar-fogo.

O Observatório divulgou, também hoje, que pelo menos 936 pessoas morreram nos 41 dias da ofensiva das Forças da Síria Democrática, uma coligação curdo-árabe, apoiada pelos EUA, contra o grupo extremista Estado Islâmico na cidade de Manbech, norte da Síria.

Pelo menos 650 membros do Estado Islâmico (EI) foram abatidos nos combates com as Forças da Síria Democrática (FSD), que tiveram o apoio aéreo da coligação internacional anti-jihadista dirigida por Washington.

Contudo, 114 combatentes curdos e árabes morreram nos violentos combates com as FSD, que prosseguem hoje, de acordo com o Observatório.