A polícia alemã acredita ter identificado um serial killer que atuou entre 1971 e 2003. Manfred Seel, de Schwalbach, uma cidade próxima de Frankfurt, terá sido o homicida de cinco mulheres e de um rapaz de 13 anos.

Foi depois da sua morte, que começaram as suspeitas sobre Seel. O alemão, que trabalhou como arquiteto paisagista, morreu de cancro aos 67 anos, em 2014. Quando reunia os pertences do pai numa garagem que ele tinha alugado, a filha deparou-se com uma descoberta macabra: encontrou um barril com restos mortais de uma mulher.

O cadáver foi identificado como sendo Britta Simone Diallo, uma prostituta oriunda de Frankfurt, que tinha desaparecido em 2003. As autoridades alemãs não têm dúvidas de que a mulher foi morta por Seel.

Este foi o ponto de partida de uma investigação que admite agora que Seel possa ter assassinado outras quatro mulheres - Gudrun Ebel, Hatice Eruelkeroglu (ambas em 1971), Gisela Singh (em 1991), Dominique Monrose (em 1993) -, e  ainda um adolescente de 13 anos, Tristan Bruebach (em 1998).

Todas as mulheres eram, na altura da sua morte, prostitutas. Os crimes foram cometidos em Frankfurt ou nos arredores e, em todos os casos, os órgãos foram retirados dos corpos das vítimas. 

A única vítima do sexo masculino, o adolescente Tristan, que desapareceu quando seguia da escola para casa, foi degolado e o seu corpo mutilado.

As suspeitas ganharam força depois de os investigadores terem encontrado na casa do reformado um vasto conjunto de imagens de natureza pornográfica e muito violentas, que mostravam lesões semelhantes às das vítimas. No total, foram recolhidas mais de 32.000 imagens. Muitas delas promoviam ainda o canibalismo.

A polícia acredita que Seel pode ter tido um cúmplice e não descarta a hipótese de estar ligado a outros homicídios.