A polícia alemã anunciou esta quinta-feira a detenção de três argelinos, dois homens e uma mulher, suspeitos de pertencerem ao Estado Islâmico. Um deles terá entrado na Alemanha como refugiado sírio. As autoridades germânicas estão ainda à procura de outros dois outros suspeitos, em operações que decorrem em Berlim e noutras regiões.

De acordo com a imprensa alemã, que cita a polícia, estes indivíduos são suspeitos de terem planeado “sérios atos de ameaça à segurança do Estado”.

O jornal "Bild", que cita fontes da investigação, avança que os homens tinham planos de atacar a Alexanderplatz, uma praça no centro de Berlim, onde se encontra uma estação de transportes e a famosa Fernsehturm, a torre da televisão - um dos símbolos da cidade.

O porta-voz da polícia indicou, à Reuters, que foram informados de um possível ataque em Berlim, mas sem quaisquer detalhes a esse respeito. A mesma fonte afirmou, ainda, que não podia confirmar a notícia avançada pelo "Bild" de que o alegado ataque teria como alvo a Alexanderplatz.


"Recebemos uma pista sobre um possível ataque na Alemanha, em Berlim. Não temos, pelo que sei, nada mais concreto. (...) Sobre o que está a circular na internet e em alguns media - que a Alexanderplatz é um alvo, ou o Checkpoint Charlie - não temos nada. Não podemos confirmar isso", disse Stefan Redlich.

 

Ainda assim, a polícia mantém elevado o nível de alerta. Foram mobilizados 450 operacionais para as buscas. 

Esta quinta-feira de manhã, um líder do Estado Islâmico no Iémen foi morto, na sequência de um ataque de drones. De acordo com testemunhas, corroboradas por fontes oficiais, o ataque visou um carro em que viajava Jalal Baleedi e dois outros colaboradores seus. O veículo foi atingido quando seguia na Estrada que liga as cidades de Zinjibar e Shaqra, no sul do Iémen.