A chanceler alemã, Angela Merkel, e os social-democratas alcançaram esta sexta-feira um "acordo de princípio" com vista à formação do novo governo alemão.

O acordo de princípio vai ter de ser submetido, ao longo do dia, às instâncias dirigentes dos partidos envolvidos (democratas cristãos da CDU/CU e sociais democratas do SPD) para aprovação.

A reunião que terminou esta sexta-feira de manhã prolongou-se durante mais de 24 horas.

O acordo, que tem como base um documento de 28 páginas, prevê a limitação sobre a entrada de refugiados no país e o reforço da zona euro, de acordo com fontes da France Presse. A ideia é limitar a entrada de refugiados na Alemanha a 200 mil pessoas por ano.

Um outro ponto que consta do documento propõe o reforço da zona euro em “aliança com a França”.

Se o acordo falhar, Merkel terá de formar um governo minoritário e submeter-se à realização de novas eleições gerais.

A legisladora democrata-cristã Julia Kloeckner que participou nas negociações já difundiu uma fotografia da capa do documento através do Twitter.

Muitas e muitas horas de trabalho, debates sérios e muitos cenários estão contidos nestas 28 páginas”, refere a mensagem de Kloeckner que acompanha a fotografia.

 

Dorothee Baer, da União Social Democrata da Baviera, também difundiu hoje de manhã através das redes sociais uma fotografia da capa do dossier com a legenda: “ainda está quente”.

 

Merkel otimista, Schulz diz que acordo é notável

Angela Merkel manifestou-se otimista quanto à formação de um governo de coligação com os sociais-democratas, enquanto o líder do SPD, Martin Schulz, classificou o acordo alcançado como "notável".

O líder do partido Social Democrata (SPD), Martin Schulz, disse aos jornalistas que o acordo irá ajudar as infraestruturas da Alemanha e reforçará as famílias, escolas, lares de idosos e outras partes da sociedade alemã.

Penso que alcançámos resultados notáveis", disse Schulz, que terá agora de levar o acordo ao seu partido para ser aprovado antes de as negociações formais para a formação de uma coligação poderem começar.

A chanceler e líder dos democratas cristãos da CDU, Angela Merkel, disse por seu lado estar "otimista de que as coisas vão avançar" na formação de um novo governo de coligação, sublinhando que o acordo envolveu cedências de ambas as partes.

Mostrou-se também confiante de que o futuro governo da Alemanha conseguirá alcançar um acordo com a França para promover "um novo acordar" da União Europeia (UE).