Afinal, Martin Schulz não vai integrar o novo governo de coligação encabeçado por Angela Merkel, voltando atrás na decisão e garantindo que não vai assumir nem a pasta dos negócios estrangeiros nem qualquer outro cargo.

A decisão de Martin Schulz é uma tentativa de o ainda líder do SPD de acalmar o partido e ganhar o apoio dos seus membros para a coligação de governo fechada esta semana.

O acordo talhado há dois dias com a CDU de Merkel poderá ainda ser vetado internamente pelo SPD, escrutínio que Schulz estará agora a tentar evitar com a decisão de não integrar a equipa governativa na chefia da diplomacia alemã.

O processo de negociação começou em janeiro e conta esta quarta-feira com a participação da chanceler alemã e do líder do SPD, Martin Schulz.

Os social-democratas estão muito divididos quanto à oportunidade de se aliarem novamente a Merkel. Isto porque o SPD exige, em particular, que sejam incluídos no programa de governo uma reforma do sistema de saúde e um enquadramento dos contratos de trabalho a termo certo.

Em caso de acordo com os conservadores da CDU, os 440.000 militantes do partido terão a última palavra, numa votação interna que poderá realizar-se no início de março.