As autoridades alemãs encontraram dois corpos desmembrados num lago de Leipzig, na Alemanha, no final de julho, o mesmo lago onde foi descoberto o cadáver de Lídia Cruz em abril. Segundo a investigação, citada na imprensa alemã, as partes do corpo foram separadas de forma violenta, tal como aconteceu no mesmo local, há quatro meses, com a portuguesa que residia naquela cidade. 

De acordo com a edição online do Morgenpost, que cita o instituto de medicina legal, o primeiro cadáver encontrado era do sexo feminino. O corpo estava dentro de um saco de plástico na superfície da água do lago, quando foi encontrado pelas autoridades. 

Dois dias após a primeira evidência, a polícia investigava a existência de mais partes do corpo da mulher espalhadas pelo parque do lago, quando se deparou com um segundo corpo também desmembrado mas correspondente a uma vítima do sexo masculino.

Até ao momento ainda não foi confirmada pelas autoridades qualquer relação entre os crimes, apesar de os corpos terem sido encontrados no mesmo lago, ainda que em zonas diferentes.

Segundo o portal alemão News.de, existe uma "clara ligação", apesar da distância temporal, uma vez que as vítimas foram encontradas no mesmo local e tinham os braços e as pernas separados do tronco. As três pessoas tinham desaparecido poucos dias antes e, segundo o mesmo jornal, há ainda registo de uma quarta pessoa desaparecida. 

Em abril, uma mulher portuguesa de 43 anos e residente em Leipzig desapareceu durante 12 dias, tendo sido posteriormente encontrado o seu corpo desmembrado num lago da cidade. Lídia tinha emigrado para a Alemanha há quatro anos, com o namorado, mas atualmente estava desempregada.

A investigação policial está a decorrer e o acesso ao lago está interdito por tempo indeterminado.