A polícia alemã anunciou, esta terça-feira, a detenção de 211 pessoas na cidade de Leipzig.
 
Apoiantes do movimento anti-Islão e de extrema-direita, Pegida, vandalizaram edifícios e queimaram viaturas, numa marcha contra a presença de muçulmanos no país, que juntou mais de duas mil pessoas na segunda-feira.
 
A violência eclodiu no seio de uma manifestação pacífica contra a presença de refugiados no país. Foi mais uma ação após as agressões sexuais a mulheres na noite de Ano Novo, alegadamente atribuídas a homens de origem árabe e naturais do norte de África.
 
Ânimos quentes em Leipzig esta segunda-feira, já que uma manifestação de opositores do Pegida também teve lugar na cidade. Um autocarro alugado pelo Pegida foi incendiado, segundo a BBC, mas não há conhecimento de detidos nesta manifestação.
 
Na sequência dos ataques a mais de uma centena de mulheres em Colónia, foi anunciado que alguns dos detidos tinham pedidos de asilo pendentes.
 
As agressões ocorreram em Colónia, mas os ecos da insatisfação fazem-se sentir em várias cidades alemãs, com os nacionais a manifestarem-se e a pediram “mão pesada” a Angela Merkel.