O deputado alemão Martin Patzelt, da CDU, o partido de Angela Merkel, abriu a porta da sua casa a dois jovens imigrantes da Eritreia que conheceu na igreja.

 Patzelt vive em Frankfurt, numa zona perto da fronteira. Há cerca de um mês levou Haben, de 19 anos, e Awet, de 24, para a sua casa. Os imigrantes partilham um andar da moradia com um dos filhos de Martin Patzelt.

 Para além de lhes dar abrigo, Martin Patzelt ajudou os jovens a arranjarem trabalho. Um deles está a fazer um trabalho temporário na autarquia e o outro está empregado num supermercado. Os dois homens também estão a frequentar aulas de alemão. Até aqui, os eritreus têm comunicado com o político e a sua família num inglês rudimentar.




Os migrantes que chegam da Eritreia e da Síria recebem quase sempre asilo da Alemanha, devido ao regime político naqueles países, mas, Patzel reconhece que, neste momento, face às notícias dos barcos com centenas de migrantes que chegam à Europa, a comunidade e as autoridades sentem-se pressionadas.

 A tomada de posição do político alemão dá um “rosto” a esses migrantes, para que não sejam apenas números.

 “Recebê-los, providenciar-lhes abrigo e tomar conta deles – criar estas pequenas pontes ajuda os refugiados a terem um rosto e um nome”, disse Patzelt numa entrevista à cadeia de televisão alemã ARD, citada pela BBC.


 E acrescentou: “Se mais pessoas o fizessem…estaríamos no bom caminho”.

 Esta atitude, que Martin Patzelt defende em relação aos migrantes, já lhe valeu, no passado, ameaças de morte.