Uma mulher alemã de 48 anos e o seu companheiro de 39 foram condenados por violação, abuso sexual e prostituição forçada de um menino, agora com 10 anos, que vendiam a outros homens na 'darknet',  uma área da internet a que só se consegue ter acesso com um software especial.

Ela, a mãe, identificada como Berrin T, e o companheiro, Christian L, ouviram a sentença esta segunda-feira no tribunal de Friburgo, no sudoeste da Alemanha.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a mãe do menino foi condenada a 12 anos e seis meses de prisão e o parceiro foi sentenciado a 12 anos de prisão. Em causa, estão crimes como prostituição forçada, violação, abuso sexual e físico e distribuição de pornografia infantil.

O padrasto Christian L ficou também impedido de qualquer contacto com a criança, mesmo depois de cumprir a sentença. Até porque tinha antecedentes criminais por abuso infantil.

Seis outros homens, incluindo um espanhol, um suíço e três alemães, que pagaram ao casal para abusar do rapaz, foram condenados a penas entre oito e dez anos de prisão.

"Negócio pedófilo"

Em tribunal, foi dado como provado que os abusos sexuais aconteceram durante pelo menos dois anos e que a mãe chegou ameaçar o filho com um internamento num orfanato, caso o menino os denunciasse.

Através de uma denúncia anónima, as autoridades alemãs descobriram o "negócio pedófilo", que era gerido a partir da cidade de Staufen, perto de Friburgo, onde o casal morava.

O tribunal concluiu ainda que os abusadores terão pago cerca de dez mil euros por cada vez que abusavam da criança, sendo que as violações eram filmadas e, posteriormente, vendidas em fóruns na internet

Na leitura da sentença, o juiz Stefan Bürgelin disse que a mãe do menino teria sido inicialmente motivada a permitir os abusos para garantir que o parceiro não a deixava. Depois, o dinheiro terá sido a razão para continuar a compactuar com a situação.

O caso está a gerar polémica na Alemanha, com a instituição responsável pela proteção de menores a ser posta em causa, já que o menino viveu com um homem que já tinha sido associado a comportamentos de pedofilia.