Uma adolescente de Berlim que afirmou ter sido violada por um grupo de migrantes admitiu agora que mentiu e que a sua história é falsa, segundo divulgou um responsável das autoridades alemãs. A jovem de 13 anos, que esteve cerca de 30 horas desaparecida, admitiu à polícia que passou a noite com um homem alemão.

Depois de ter estado várias horas desaparecida, a rapariga, que integra uma comunidade alemã com origens russas, disse ter sido violada por um grupo de migrantes. Afirmou que três homens de origem árabe e turca a arrastaram para um carro numa estação de comboios e a violaram.

A história foi divulgada pelos media russos e levou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Moscovo, Sergey Lavrov, a acusar as autoridades alemãs de terem "encoberto" o incidente

Mas esta segunda-feira, o porta-voz do procurador de Berlim, Martin Steltner veio dar a conhecer uma versão muito diferente dos factos. Steltner esclareceu que os exames médicos efetuados à adolescente mostram que não houve qualquer violação. Mais, a polícia descobriu, a partir de registos do telemóvel, que a rapariga esteve com um homem alemão durante as horas em que esteve desaparecida.

Este homem e a mãe da jovem confirmaram às autoridades que a adolescente não teve relações sexuais nesse período.

Depois de ter interrogada, a adolescente revelou à polícia que teve relações sexuais com dois homens, um deles turco, mas alguns meses antes do seu desaparecimento. Os indivíduos foram detidos, por envolvimento sexual com uma menor.

A Alemanha ainda está a recuperar de uma passagem de ano violenta. Uma série de violações ocorreram em várias cidades do país. Só em Colónia, mais de 900 pessoas afirmaram terem sido atacadas por homens de origem árabe ou africana e 523 disseram que foram mesmo violadas.