Elizabeth Sedway, uma mulher que estava de visita ao Havai foi impedida pela companhia aérea Alaska Airlines de regressar a casa em San José, na Califórnia, porque, segundo contou, tem cancro. 


«Estão a tirar-me do avião porque não tenho um atestado médico a dizer que posso voar. Todas as pessoas estão à espera, estou a ser tirada daqui como se fosse uma criminosa ou se contagiasse alguém, só porque tenho cancro e não tenho um atestado médico», ouve-se no vídeo publicado por Sedway, no Facebook. 

De acordo com a mesma, a viagem teve como propósito celebrar o 14º aniversário de casamento. A porta-voz da companhia aérea, Boggie Egan, já falou sobre o incidente. 

«Lamentamos o inconveniente que causámos à Sr. Sedway e pedimos muita desculpa pela forma como a situação foi resolvida. O nosso empregado devia ter como prioridade o bem-estar do cliente, a situação poderia ter sido resolvida de forma diferente» 

A mulher explicou ainda que um empregado da companhia a viu sentada na secção dos deficientes e perguntou-lhe como se sentia. Sedway respondeu que estava um pouco fraca e depois de uma chamada do médico, foi retirada do avião. 

Apesar da situação, a porta-voz garante que normalmente quando alguém tem um problema de saúde é chamado um grupo de assistência médica de modo a «tratar da melhor forma as questões ou preocupações no solo, mais do que no ar e especialmente em viagens cujo destino ou partida é o Havai», o que neste caso iria fazer com que se sobrevoasse o oceano por mais de cinco horas.

A Alaska Airlines já pediu desculpas «pelo transtorno causado» e para além de reembolsar o dinheiro da viagem de Sedway e da família, pagou também o alojamento da noite em que ficaram retidos. 

«Por causa disso, vou perder a quimioterapia, os meus filhos vão faltar à escola e o meu marido vai perder reuniões importantes».