Pelo menos seis pessoas morreram e várias ficaram feridas, esta quinta-feira, num ataque do grupo extremista somali Al Shabad na localidade de Mandera, no norte do Quénia, perto da fronteira com a Somália, noticiaram meios de comunicação social locais.

Um grupo de extremistas atacou durante a madrugada uma zona residencial onde dormiam cerca de 30 pessoas e detonou um explosivo, explicou o governador do condado de Mandera ao jornal Daily Nation.

As forças de segurança disseram que conseguiram resgatar 27 pessoas do edifício, onde os jihadistas detonaram uma granada na entrada e depois começaram a disparar de forma indiscriminada no interior.

"Infelizmente, a morte de seis pessoas foi muito triste", lamentou o governador do Condado de Mandera, Ali Roba, na conta oficial no Twitter, onde afirmou que um dos feridos está internado em estado grave.

Fontes policiais afirmaram ao jornal The Standard que os terroristas, que estavam fortemente armados, conseguiram fugir pouco depois do ataque.

Embora nenhum grupo tenha reivindicado o atentado, as autoridades consideram que, dada a natureza do ataque, se trata do grupo jihadista Al Shabab.

 

A 1 de julho, também no Condado de Mandera, seis pessoas morreram e20 ficaram feridas noutro ataque do Al Shabab contra dois autocarros de passageiros que foram atingidos por disparos de metralhadoras numa estrada.

 

O pior atentado do Al Shabab em solo queniano ocorreu em abril de 2015, quando um comando terrorista assumiu o controlo da Universidade de Garissa, também no norte e perto da fronteira, durante 16 horas e matou 148 pessoas. 

 

O Al Shabab, que aderiu formalmente à Al Qaeda em 2012, matou cerca de 500 pessoas no Quénia desde abril de 2013, em represália pelo envio de tropas para a Somália para combater grupos terroristas.