O Conselho de Segurança da ONU autorizou esta quinta-feira a União Africana a continuar com a sua missão na Somália, até ao dia 31 de maio de 2017, com o objetivo central de combater o grupo terrorista Al Shabab.

A resolução foi adotada por unanimidade e o Conselho de Segurança deu luz verde à manutenção da operação, conhecida como AMISOM, com um máximo de 22 mil efetivos.

O objetivo estratégico fundamental da missão deve ser reduzir a ameaça criada por Al Shabab e outros grupos armados, ainda que entre as suas funções apareçam também outras tarefas como facilitar a reconciliação e a estabilização do país.

O Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos sublinhou na terça-feira que uma resposta desproporcionada e vingativa aos ataques terroristas do Estado Islâmico só vai levar ao recrutamento de mais 'jihadistas'. Zeid Ra'ad al Hussein defende que o Estado Islâmico deve ser derrotado depressa, mas de forma cuidadosa para "não reagir às suas provocações". 

Em 2014 o exército da Somália capturou um dos mais altos responsáveis do grupo jihadista Al Shabab, que estava ser procurado há mais de dois anos na época.