Chamam-lhe “mini Merkel” e dizem que poderá vir e ser a sucessora da atual chanceler alemã.

O futuro dirá. Para já, certo é que Annegret Kramp-Karrenbauer, conhecida como AKK, sai em definitivo dos bastidores, pelo menos para os media internacionais, e é a escolhida pela direção da União Democrata-Cristã (em alemão: Christlich-Demokratische Union Deutschlands – CDU) para o cargo de secretária-geral do partido.

O anúncio foi feito pela própria chanceler alemã, Angela Merkel, na passada semana, atendendo a apelos de dentro do partido para injetar sangue novo e preparar um sucessor. Já que alguns membros do partido estão a começar a olhar para a era pós-Merkel, depois da CDU ter perdido terreno na eleição no ano passado.

Kramp-Karrenbauer é altamente considerada no partido por ter ganho uma eleição na sua região, no ano passado, o que impulsionou a posição nacional da CDU antes da votação federal de 24 de setembro.

Merkel, que era secretário-geral da CDU antes de se tornar chanceler, disse que Kramp-Karrenbauer, primeiro-ministro do estado de Saarland, trará "muito peso" a um papel que terá que ser desempenhado em "tempos difíceis e incertos."

No congresso extraordinário CDU, que se realiza esta segunda-feira em Berlim, os delegados do partido irão ratificar a candidatura de Annegret Kramp-Karrenbauer ao lugar que Peter Tauber, por motivos de saúde, renunciou.

Os democratas-cristãos vão também pronunciar-se sobre os termos do acordo de coligação com o partido irmão da Baviera, a CSU, e os sociais-democratas do SPD, embora não se preveja contestação, muito menos que seja rejeitado.