Responsáveis da Germanwings garantem que o Airbus A320 que se despenhou esta terça-feira nos Alpes Franceses não tinha qualquer problema. «Nada foi detetado antes da descolagem. Não havia nenhuma anomalia», afirmou em conferência de imprensa Thomas Winkelmann, presidente da empresa.

O CEO acrescentou, em seguida, que o aparelho tinha sido alvo de uma manutenção de rotina na segunda-feira, por parte de técnicos da Lufthansa. Ou seja, um dia antes do acidente. Confirmou, ainda, que a última grande revisão técnica da aeronave aconteceu no verão de 2013.

Mais tarde, também a vice-presidente da Lufthansa Europa confirmou que o Airbus A320 ainda ontem passou por uma avaliação de rotina. «Se não estivesse a 100%, o voo não tinha saído», garantiu Heike Birlenbach, acrescentando que o voo tinha hora de saída prevista para as 9:35, mas só saiu às 10.01, não se sabendo ainda porquê.

O A320 esteve ao serviço da Lufthansa até janeiro, quando passou para a frota da companhia de baixo custo. Tinha sido entregue em 1991 e contava, agora, com 24 anos de utilização e 58.313 horas de voo.

A Lufthansa tem 615 aviões na sua frota e a média de vida dos aparelhos ronda os 11,5 anos. A aeronave sinistrada estava bastante acima desse valor. No entanto, Thomas Winkelmann afirmou aos jornalistas que o facto era «aceitável» devido «aos elevados padrões de manutenção dentro da Lufthansa». «Quando se segue os procedimentos aconselhados pelos construtores, não se coloca a questão da idade», acrescentou.

A lista com os nomes dos passageiros só deverá ser revelada após todos os familiares serem contactados.

Thomas Winkelmann escusou comentar motivos do acidente para evitar especulações, preferindo ser prudente. Tal como Oliver Wagner, o director da empresa. Este último fez questão de garantir que a empresa tudo fará para descobrir o que aconteceu.

Investigação à queda do aparelho será levada a cabo por peritos da Airbus e da Lufthansa, em colaboração com as autoridades francesas, alemãs e espanholas.

Alguns pormenores técnicos revelados pelo presidente da empresa:
  •  Avião parte às 10:01 (hora local)
  •  Às 10:27 atinge a velocidade cruzeiro. Estava a 38 mil pés (cerca de 11 600 metros)
  • Minutos depois o aparelho começa em descida acentuada. Esteve em queda oito minutos
  • Estava a seis mil pés de altitude (cerca de 2 000 metros) quando se registou o último contato com o radar. Eram 10:53
  • Nunca foi emitido um pedido de socorro. Foi um controlador aéreo que deu o alerta após perceber a perda de altitude acentuada do avião
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