O ministro do Interior francês afirmou esta quarta-feira que a caixa negra do recuperada do Airbus que se despenhou nos Alpes franceses está danificada. Bernard Cazeneuve esclareceu, no entanto, que, apesar dos danos, a caixa pode ser utilizada para descobrir alguma informação.

Quanto às causas do acidente, o responsável do Governo francês afirmou, em declarações à radio RTL, que nenhuma hipótese deve ser descartada, mas que um eventual ataque terrorista não é a principal teoria em cima da mesa neste momento.

O procurador Brice Robin já afirmou que os resultados da análise à caixa preta recuperada são esperados ao final do dia. Robin disse ainda que «a identificação das vítimas deverá durar semanas».

Entretanto, as equipas de resgate em terra retomaram esta quarta-feira as buscas pelos restos do avião da Germanwings, que se despenhou quando efetuava o trajeto entre Barcelona e Düsseldorf.

O movimento de veículos intensificou-se a partir das 07:00 horas (06:00 em Lisboa), assim que o sol nasceu na localidade de Seyne-les-Alpes, a poucos quilómetros do lugar do acidente e onde se encontram os serviços de resgate.

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, indicou que, neste momento, está a ser preparado o terreno para que se possa dar início aos voos de helicópteros.

A320: as histórias e os rostos da tragédia

Uma equipa de gendarmes (polícia militarizada) retomou a rota a pé até ao lugar, depois de, durante a noite, terem sido obrigados a parar devido à neve.

As autoridades consideram serem baixas as probabilidades de algum dos ocupantes do avião poder ser encontrado com vida.

As equipas de resgate tentam abrir caminho até à zona onde se encontram, quase pulverizados, os restos do Airbus A320.

As autoridades francesas organizaram um dispositivo em Seyne-les-Alpes para acolher os familiares das vítimas que queiram deslocar-se ao local.

Para esta quarta-feira está também prevista a chegada ao local do Presidente francês, François Hollande, da chanceler alemã, Angela Merkel, e do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.