As autoridades indonésias identificaram esta quinta-feira a primeira vítima mortal do avião da AirAsia que se despenhou no domingo com 162 pessoas a bordo e prosseguem as buscas para encontrar as caixas negras do aparelho.

Trata-se da hospedeira Hayati Luthfiah Hamid, um d os dez corpos recuperados nas operações de resgate, que continuam a enfrentar difíceis condições no mar de Java, onde se despenhou o aparelho.

Hamid foi identificada através de impressões digitais e cicatrizes de uma cirurgia recente.

Outros cinco cadáveres estão no hospital de Surabaya, na ilha de Java, onde vários familiares de vítimas aguardam a realização de testes de ADN.

Dezenas de navios e aviões dos Estados Unidos, Austrália, Malásia, Singapura, China, Rússia e Indonésia participam nas operações de resgate e de busca.

As equipas ainda não encontraram a parte central do Airbus 320-200 sinistrado nem as caixas negras, apenas pedaços do aparelho e sete cadáveres, de três mulheres e quatro homens.

As autoridades estimam que o aparelho esteja entre 30 e 50 metros de profundidade, a sul da ilha de Bornéu.

O Airbus da AirAsia descolou no domingo da cidade indonésia de Surabaya e tinha aterragem prevista para cerca de duas horas depois em Singapura, mas despenhou-se quarenta minutos depois da descolagem no mar de Java.

A bordo seguiam 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês, um malaio e um singapurense.

Apesar de o piloto, o capitão Iriyanto, ser um experimentado profissional com 23.000 horas de voo, 6.000 das quais ao serviço da AirAsia, e de o Airbus ter passado uma revisão técnica em novembro, o acidente suscitou questões sobre a segurança das companhias aéreas asiáticas.

Especialistas em navegação aérea citados por agências internacionais admitiram hoje que o piloto do voo QZ8501 tenha conseguido fazer uma amaragem de emergência, mas que o aparelho tenha acabado por submergir devido ao estado do mar.