Maximo Caminero, um artista de Miami, visitou a exposição «According to what?» do chinês Ai Weiwei, atualmente no Museu de Arte da cidade norte-americana. A dada altura, pegou num vaso, parte de uma instalação e deixou-o cair no chão. Peça estava avaliada num milhão de dólares (mais de 720 mil euros), escreve a CNN.

Quando pegou no vaso, um segurança do museu alertou-o para o que estava a fazer. Acabou detido pelas autoridades e acusado de «conduta criminosa». Às autoridades justificou que «foi um protesto» pelo facto do Museu de Miami ter decidido expor apenas arte internacional.

Justificou ainda o ato com umas fotografias do artistas chines, Ai Weiwei, presentes na exposição, nas quais este surge a destruir, da mesma forma, uma urna da dinastia Han.

Ai Weiwei, conhecido pela sua arte provocadora e ativismo contra o Governo da China, afirmou à CNN não estar muito preocupado com a destruição do vaso, no entanto, considera que é preciso cuidado «quando se destrói o trabalho de outras pessoas num protesto».

Além disso, lembra ainda que o seu «trabalho está proibido de ser exposto em Pequim», mas que ele «não vai aos museus de Pequim destruir o que está lá exposto. Essa é um aatitude questionável».

O museu emitiu um comunicado a lamentar o incidente e que apesar de não poder provar a intenção, «as evidências mostram que foi um ato premeditado».

O jornal Miami New Times, Maximo Caminero, garantiu que foi um «protesto espontâneo».



Um visitante do museu filmou o incidente e o canal de televisão norte-americano WSVN, de Miami, divulgou as imagens.

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