O departamento de transporte terrestre da Indonésia informou que 100 autocarros estão a ser enviados para o aeroporto de Bali e terminais marítimos para ajudar os viajantes retidos, na sequência da erupção do vulvão Agung.

O aeroporto foi encerrado depois de as cinzas do Agung terem chegado ao espaço aéreo. Centenas de voos foram cancelados e dezenas de milhares de turistas afetados.

Os principais pontos de travessia marítima foram aconselhados a prepararem-se para um pico de passageiros e veículos. Os turistas podem deixar ilha de Bali de barco, para a ilha vizinha de Java, e depois seguir por terra para o aeroporto mais próximo.

As autoridades indicaram que o encerramento do aeroporto vai durar pelo menos até terça-feira de manhã e a situação está a ser revista a cada seis horas, depois de a agência para a gestão de desastres indonésia ter elevado para o nível máximo o alerta relacionado com a erupção vulcânica e a retirada de toda a população num raio de dez quilómetros.

O monte Agung está a expelir cinzas, que formam uma coluna com mais de quatro quilómetros de altura. No domingo, o aeroporto da ilha vizinha de Lombok foi encerrado quando as cinzas se começaram a deslocar para leste.

As autoridades indonésias ordenaram a distribuição imediata de máscaras, dado que as cinzas vulcânicas continuam a cair em várias aldeias.

Governo manda retirar 100 mil residentes

Menos de metade dos cerca de 100 mil residentes, que deviam abandonar a zona de risco em redor do vulcão Agung, saíram da área até agora, anunciaram as autoridades.

O alargamento da zona de risco para dez quilómetros em redor da cratera afeta 22 localidades e entre 90 mil a 100 mil pessoas, disse Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia, em conferência de imprensa, em Jacarta.

As autoridades indonésias elevaram para o nível máximo o alerta relacionado com a erupção vulcânica e as nuvens de cinza obrigaram ao encerramento do aeroporto internacional de Bali.

Nugroho indicou que cerca de 40 mil pessoas deixaram o local, mas outras não o fizeram, dizendo que se sentem seguras e não querem abandonar os seus animais.

Segundo o porta-voz, as autoridades vão tentar convencer os residentes. “Se necessário, vamos retirá-los à força”, afirmou.

Cratera está a encher-se de lava 

A cratera do vulcão Agung, em erupção em Bali, está a encher-se de lava "que irá certamente transbordar pelas encostas", disse hoje o porta-voz da agência de gestão de desastres da Indonésia.

Vulcanólogos disseram que a presença da lava é por vezes refletida na nuvem de cinza, que assume um tom avermelhado, mesmo durante o dia.

O porta-voz da agência Sutopo Purwo Nugroho indicou ser possível que se registem erupções maiores do que as observadas até agora, com base nas informações que a agência de gestão de desastres está a receber do centro de monitorização do vulcão.

Nugroho disse que “desde ontem [domingo] que há erupções explosivas, cujo som foi ouvido a 12 quilómetros de distância”.

Segundo o porta-voz, os governantes estão a responder tendo por base o pior cenário possível, porque o Agung tem uma história de erupções violentas. A maior erupção foi em 1963 e matou 1.100 pessoas.

“Não podemos ter a certeza se desta vez as erupções vão ser iguais às de 1963”, disse.

A última grande erupção deste vulcão ocorreu em 1963 e matou cerca de 1.100 pessoas.

Bali é o principal destino turístico da Indonésia, com uma afluência mensal de cerca de 200 mil turistas estrangeiros, segundo dados oficiais.

O arquipélago da Indonésia situa-se no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que regista milhares de sismos por ano, a maioria dos quais moderados.