Os três países mais afetados pelo ébola - Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri - precisam de mais 5000 profissionais de saúde para o tratamento da doença, segundo o Presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. As declarações foram feitas, esta terça-feira, na Etiópia, onde estiveram também o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon e a chairwoman da União Africana Nkosazana Dlamini-Zuma.

 

«O responsável pela Missão das Nações Unidas de Resposta de Emergência ao Ébola, David Nabarro, disse-nos que precisávamos de pelo menos mais 5000 profissionais de saúde fora da região», declarou Jim Young Kim.

 

Jim Young Kim demonstrou estar preocupado com esta necessidade, num altura em que o medo relativamente à doença e a um possível contágio se tem intensificado. Por isso, deixou um apelo.

 

«Estou muito preocupado em saber onde vamos encontrar estes profissionais de saúde. Com o fator do medo a crescer em tantos sítios, só espero que os profissionais de saúde compreendam que foi precisamente para momentos como este que fizeram o seu voto», disse.

 

No mesmo encontro, Ban Ki-moon fez notar que a velocidade de transmissão do vírus continua a ser maior que a eficácia da resposta da comunidade internacional. Porém, o secretário-geral das Nações Unidas apelou aos estados que integram a União Africana para não fecharem as fronteiras ou imporem restrições de viagens por causa do vírus.

 

Por sua vez, Dlamini-Zuma garantiu que os países da União Africana comprometeram-se a enviar mais de 2000 profissionais de saúde para regiões da África Ocidental, mas não disse quando é que estes trabalhadores iriam chegar aos países mais afetados.

 

«A doença, que não é nova no mundo, e as suas manifestações nestes países apanharam-nos de surpresa. As nossas respostas foram lentas a todos os níveis e, muitas vezes, automáticas, o que não ajudou a situação», disse Dlamini-Zuma.

 

O vírus do ébola já matou cerca de 5000 pessoas, mas estima-se que o número de infetados seja praticamente o dobro.