Dezoito pessoas foram mortas quinta-feira à noite no Chade por homens identificados como pertencentes ao grupo extremista islâmico Boko Haram, disse este domingo uma fonte de segurança daquele país à agência de notícias France-Presse (AFP).

"Os elementos da Boko Haram atacaram uma aldeia ao sul de Daboua", junto à fronteira da Nigéria e do Níger, "mataram 18 pessoas, feriram outras duas e sequestraram dez mulheres", disse a mesma fonte à AFP.

O exército do Níger já tinha informado no sábado que matara "dez terroristas" depois de repelir um ataque realizado pelo grupo extremista Boko Haram no sudeste do país.

"Na noite de quinta-feira (...) para sexta-feira, (...) a posição militar de Baroua foi atacada pelo grupo terrorista Boko Haram", tendo causado um morto e dois feridos entre as tropas do Níger "e dez terroristas mortos após a reação (...) das nossas forças", deu conta o Ministério da Defesa através de um comunicado lido no sábado à noite na televisão estatal.

"As operações de busca realizadas pelas nossas forças de defesa e segurança estão em andamento", diz o ministério.

Baroua Guigmi situa-se na região de Diffa, uma área pantanosa de difícil acesso, na qual se encontram entrincheirados os combatentes do Boko Haram.

No início de julho, seis soldados foram mortos no ataque ao posto militar de Bla Brin na mesma área, segundo um relatório do exército.

Em junho, três homens-bomba detonaram os seus cintos de explosivos em diferentes lugares da cidade de Diffa, a capital regional, matando seis pessoas.

A região de Diffa é palco desde fevereiro de 2015 de numerosos ataques do grupo Boko Haram.

Além dos ataques do Boko Haram no sudeste, o Níger enfrenta ataques recorrentes de grupos islamitas do Sahel no norte e no oeste.