Uma mulher afro-americana foi morta a tiro pela polícia de Baltimore com o filho, de cinco anos, ao colo. O incidente ocorreu na segunda-feira de manhã. A criança ficou ferida e foi hospitalizada, mas não corre risco de vida. A polícia afirma que Korryn Shandawn Gaines ameaçou os agentes com uma arma de fogo.

A polícia de Baltimore deu esta terça-feira uma conferência de imprensa para esclarecer o incidente. De acordo com os agentes, citados pela CNN, tudo aconteceu pelas 9:20 da manhã de segunda-feira, na zona de Randallstown, Baltimore, quando três polícias, com mandados de detenção, se preparavam para deter um homem e uma mulher que moravam no mesmo apartamento.

O homem era procurado por agressão. A mulher, que foi identificada como sendo Korryn Shandawn Gaines, de 23 anos, não tinha comparecido em tribunal para responder a acusações de tráfico de droga, conduta desordeira e resistência às autoridades, que lhe foram imputadas após uma operação de trânsito.

Quando chegaram ao apartamento em causa, a polícia ouviu as vozes de um homem, de uma mulher e de uma criança. Ao entrarem no apartamento, a polícia contou que encontrou a mulher com uma arma apontada na sua direção. Aí, os agentes decidiram recuar e aguardar por apoio.

Horas depois, por volta das 15.00, Korryn terá ameaçado verbalmente os agentes. Um dos polícias terá disparado um tiro. A mulher terá feito também ela um disparo e aí terá começado o tiroteio.  A polícia respondeu com vários tiros e a mulher acabou por ser atingida. O filho, um menino de cinco anos, foi apanhado pelo fogo cruzado e ficou ferido.

Nesta conferência de imprensa, a polícia de Baltimore frisou que ainda não é claro se a criança foi atingida pelos disparos dos agentes ou pelos tiros da própria mãe. O menino está hospitalizado numa unidade de saúde local, mas não corre risco de vida.

Os agentes em causa vão ser colocados em licença administrava, um procedimento habitual quando há envolvimento em situações desta natureza. Os seus nomes serão divulgados na quinta-feira de manhã.

Nos Estados Unidos, os casos de violência policial sobre negros têm gerado muitos protestos por todo o país.