Notícia atualizada às 19:59

Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, em resultado de atos de violência envolvendo membros da Renamo e da Frelimo, em Nampula, no último dia da campanha para as eleições gerais em Moçambique.

Além da entrada de feridos no Hospital Provincial de Nampula, noticiado pela agência moçambicana AIM, onze pessoas foram detidas, de acordo com o canal de televisão privado STV, no dia em que o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, encerrava a campanha para as eleições de quarta-feira, com um comício na capital do maior círculo eleitoral do país.

«Na manhã de hoje, membros da Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] espalharam-se pela cidade e praticaram atos de violência, arremessando pedras contra carros e pessoas», disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, referindo-se ao «comportamento selvático» de elementos do principal partido de oposição.

A polícia tinha tentado, sem sucesso, dispersar, com gás lacrimogéneo, os eleitores que acorreram ao estádio 25 de Setembro em Nampula, norte do país, para o comício final da campanha do líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

A cerca de meia hora do início da hora prevista para o comício de encerramento da campanha do líder da Renamo para as eleições gerais (presidenciais, legislativas e assembleias provinciais), a PRM disparou gás lacrimogéneo no local onde se concentrava a multidão e zonas adjacentes, testemunhou a Lusa no local.

A deputada da Renamo Ivone Soares, e candidata ao parlamento por Nampula, o maior círculo eleitoral do país, reagiu de imediato à atuação da PRM.

Moçambique vai na quarta-feira a eleições. O discurso político radicalizou-se nos últimos dias e as autoridades portuguesas deixaram inclusive um aviso aos emigrantes portugueses no país.