O Governo moçambicano anunciou esta sexta-feira a realização de um funeral oficial para o líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, que morreu na quinta-feira, vítima de doença.

A decisão enquadra-se no âmbito do cumprimento da lei que aprova o Estatuto Especial do líder do segundo partido com assento parlamentar", declarou a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, após uma sessão extraordinária do órgão em Maputo.

Ana Comoana não avançou detalhes sobre a data nem o local das cerimónias fúnebres do líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

A porta-voz disse ainda que o Governo moçambicano vai nomear uma comissão para apoiar a família de Afonso Dhlakama, um grupo que será composto pelos ministros da Justiça, Isaque Chande, e das Obras Públicas, Carlos Bonete, bem como a vice-ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celmira Frederico Pena da Silva.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, decidiu adiar uma visita de trabalho à Noruega na sequência da morte do líder da Renamo, que morreu na quinta-feira, aos 65 anos, na Serra da Gorongosa, devido a complicações de saúde.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, referiu à Televisão de Moçambique (TVM) que foram feitas tentativas para levar Afonso Dhlakama, por via aérea, para receber assistência médica no estrangeiro, mas sem sucesso.

Fontes partidárias relataram à Lusa que um helicóptero já tinha aterrado nas imediações da residência, na Gorongosa, para levar Dhlakama para o hospital, quando este morreu.

O seu corpo encontra-se desde a madrugada de hoje na morgue do Hospital Central da cidade da Beira.